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domingo, 2 de outubro de 2011

As Minhas Aventuras - À Caça Do Avescruz De Bira-Bira

Bira-Bira - aquela plánicie desértica, com seu cenário de cortar a respiração, tão belo, sem nada para ver - é muito conhecida pelos seus famosos avescruzes de penas fúcsias (Até ontem podia jurar que eram magenta, se não tivesse visto um de tão perto).

Certo dia, eu e Jalampo decidimos aventurar-mo-nos por Bira-Bira à caça de seus avescruzes, pegamos na Garpocha - uma espécie de tractor muito engenhoso, meio de transporte muito comum aqui no RQOP - do tio Pan (diminutivo de um nome "enormemente" grande), e rumamos até lá na esperança de apanhar-mos algum para criação (do Jalampo!!). Mal sabíamos nós do grau de dificuldade daquela actividade. Os avescruzes eram rápidos como raios, eu logo disse para o Jalampo: " - A única maneira de apanhar-mos estes sacanas cor-de-rosa é acelerando descontroladamente e com a rapidez da Garpocha e a tua agilidade, levamos um para casa com certeza". E foi o que fiz, acelerei que nem um louco, Jalampo descontrolou-se a língua não lhe cabia na boca, já batia no pneu traseiro com a força do vento, e os olhos esbugalhavam-se ainda mais, tentei olhar pela janela e mal acreditei que no via, alias não via, a paisagem passava por mim em riscos, nem se chegava a formar imagem nenhuma, Jalampo quase me arrancou o pé do acelerador quando olhou para o conta quilómetros, íamos nós à 25km/h, isso mesmo, inacreditávelmente 25Km/h. Acho que aquela Garpocha nunca tinha andado tão rápido, quase que voávamos, chegávamos até a ser mais rápidos que os próprios avescruzes, e isso me deu uma excelente ideia. já tínhamos alcançado a velocidade mais que desejada, faltava agora usar a agilidade de Jalampo ( e contar com a inércia), pedi que ele atasse suas patas traseiras com a extremidade de uma corda, peguei na outra extremidade e atei-a ao volante, na primeira oportunidade que tive lancei Jalampo contra um avescruz e gritei para que o agarrasse firmemente, e esperei pela oportunidade certa para travar o Garpocha, fazendo com que o avescruz desmaiasse com o embate, estava tão empenhado a pôr em prática o meu plano que mal me apercebi do precipício mesmo diante de mim, travei com todas as patas a uma distancia de 15km do precipício, felizmente a tempo de controlar a situação, e já me esquecendo de Jalampo, quando sinto o embate dele e do avescruz sobre o Garpocha. Já me preparava para comemorar duplamente, afinal sempre tínhamos apanhado o gajo, saltei do Garpocha para ir ter com o Jalampo, e percebi que afinal teríamos mas é de fazer um velório em Bira-Bira para o raio do animal , porque os maus cálculos do Jalampo fizeram com que o pobre do avescruz caísse mesmo em cima do seu chifre da bochecha...


Activamente vivido,

O Pomco-Porbo

As Minhas Aventuras - O Jalampo

Iniciando uma série sobre minhas inumeras aventuras, não podia começar de outra forma senão apresentando um ser muito presente e activamente participativo nestas aventuras, meu companheiro: Jalampo.

Jalampo, este mítico personagem do Raio Que O Parta, meu fiel e indespensável amigo – Errr, eu e o Jalampo somos como a porca e o parafuso (Sem duplo sentido, somos machos!!), a chávina e o pires, a linha e a agulha (Que foi? Foram as únicas comparações de que me lembrei!). Somos inseparáveis. Mal me recordo do dia em que o conheci, lembro-me vagamente que foi na Floresta dos Alguidares (Porque ele farta-se de me recordar que foi lá), no meio daquelas cascatas de água colorida, havia uma reunião de seres, comemoravamos a “Irmãvera”, e dentre tanto ser destacava-se Jalampo, na sua forma curta e arredondada, olhos esbugalhados, aquele tom de amarelo, ora queimado ora pálido, e as duas coisas que mais o caracterizam: o chifre na bochecha direita (Que ele até hoje tenta me fazer crer que é um dente) e aquele trazeiro brilhante e aceso (Que acredito piamente ser a razão de seu nome, penso ser uma adaptação de Pirilampo). Muito enfadonho, contava estórias dramática, que faziam o pessoal partir o côco a rir, sobre as mortes trágicas de familiares seus muito próximos. Não sei como nos tornamos amigos, mas sei que depois disso nunca mais nos separamos, a menos que o almoço lá em casa seja sopa de Pêra cabeluda e na hora de dormir, felizmente (Ele além de ressonar, exala odores estranhos quando dorme)! Fora isso, nunca nos separamos.

O Jalampo, O Glitter da minha varinha mágica (repito, maxissimos!!!), sabe-me todos os segredos, apesar de não perceber 98,73% das vezes o que é um segredo, e perguntar-me vezes sem conta para que serve um. Sempre que me quer contar um segredo seu, pergunta-me se me pode contar “uma verdade de verdade”. Sim, ele é assim um bocado estúpido, coisa pela qual tenho que o perdoar todos os dias, afinal o erro foi meu, de o ter adoptado como animal de esti... digo, amigo.

Bem, e agora que já o apresentei, posso começar então a contar as nossas interminavéis e “muito crediveis” aventuras.


Deste ser, que até tem qualquer coisa p’ra dizer,

O Pomco-Porbo

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

2012 o ano final do mundo?!


Num belo final de tarde de domingo, estava com os meus amigos em casa a arrumar e a conversar sobre como foi, é e será a nossa vida. Eis que surge, do nada, uma pergunta enigmática numa simples e interessante reportagem fornecida pelo programa da TV: 2012 o ano final do mundo?!

De onde surgiu esta informação já sabemos a TV, Jornais, Internet, Revistas e outros meios de comunicação têm veiculado a origem deste assunto regularmente e nestes últimos dias intensificaram-se os debates quanto a esta pergunta, mas qual a ideia por traz desta questão? Porquê os meios de comunicação veiculam tanto esta informação? Para nos ajudar a entender estas perguntas é necessário saber se há registos de informações do género no passado e o que elas realmente significaram.

No final da década de 90, a sociedade especulava devido tanto sofrimento e carência de informação, que o mundo acabaria no ano de 2000, a entrada do novo milénio. Criou-se enorme expectativa para essa transição de ano, onde o Surreal tomou nossa mente com pensamentos de dor, sofrimento, dificuldade, e muitas outras coisas…, um labirinto enigmático de maldades que culminava com a Morte. Mas enquanto o mundo prestava atenção ao suposto final do Mundo na transição para o novo milénio, o que aconteceu naquele século aos Líderes daquela época em que se vivia?

Naquele século os Estados Unidos da América fortaleceu-se, a Inglaterra sofreu com doenças e guerras, na Europa ocorreu a 1ª e 2ª Guerra Mundial, houve a Independência de Ex-Colónias, Sobrevivemos de uma Guerra Fria, instalou-se inúmeras Guerras Civis entre irmãos de Litosfera, descobriu-se o VIH – SIDA e aumentou em escala exponencial o número de Câncer, Fome e Miséria no Mundo.

O Mundo sofria, vivia aos prantos e dor. No final do ano de 1999, eis que surge a solução dos problemas do Mundo. A Inglaterra e os Estados Unidos de América não apenas “supostamente” diagnosticam o problema, criam a técnica de combate para O Terrorismo.

O óbvio aconteceu, o Mundo não acabou a Morte não ceifou a Vida apenas aquele Sistema de coisas velho cessou e reformulou-se. Implantaram em nossa mente que é “possível” usar o Mal para realizar o Bem, tornara o Errado “logicamente” Certo e o Mau “aparentemente” virou Bom. Qual a relação histórica deste acontecimento com o que viveríamos no ano de 2012? O que eles pretendem novamente com esta, se realmente é, especulação?

Hoje vivemos o ano de 2011 incrivelmente um ano antes do eventual final do Mundo. Adicionaram “ideais” positivos as guerras centralizadas e regionais, os desastres e catástrofes aumentaram, a Natureza sofre e reage. Este Sistema de coisas já é antigo, esta táctica perdeu a validade. As massas têm adquirido cada vez mais conhecimento.

Àqueles que devido o tempo e o imprevisto não puderam enquadra-los no antigo Sistema de coisas, estão tentando a base da força, rebelião e intimidação ajustar seus passos consoante o ritmo ditado por Eles.

Falso conceito de globalização é a nova técnica de manipulação. Pretendem ganhar o nosso voto de confiança. Mostram um abstracto caminho Certo para Vida com Paz e que só Eles dirigem para a Verdade, apenas Eles guiam o Mundo para o Amor na sua Plenitude.

Pretendem incutir que têm a solução saudável, agradável e melhor para as consequências do problema do Mundo. Envolvem-nos com um mundo capitalista, excitando o desejo dos olhos, da carne e a ostentação para moldarem nosso modo de vida. Ensinaram-nos que apenas Eles sabem ser, estar e viver felizes, prosperar e progredir.

A História já nos deu inúmeras provas de que o homem domina o homem para seu próprio prejuízo. Apesar de “lógico” o Errado não é o caminho verdadeiro para chegar-se ao Certo, o Mau não é “sincero” para considerar-se Bom e é “impossível” usar o Mal para realizar o Bem.

Saudável é viver o Bem para que o Mal não se propague mais, o agradável torna-se Bom quando é temperado com sinceridade e o Amor é o único caminho verdadeiro para chegar-se ao Certo, Amor traz a Paz que a Vida oferece.

Agradeço à Deus e desejo que tudo ocorra segundo a Sua vontade.

Obrigado ao Edy Flávio Santos Quaresma e Ceres António Lenga!

Ajudam a diagnosticar as técnicas, compreender as causas e dar solução as consequências nesta sociedade onde o diferente é maluco, obcecado ou viciado.

Eu sou maluco mas prefiro viver neste meu Mundo doido do que ser moldado por um sistema que não há ganho apenas perca, aonde só se piora e raramente se melhora, onde simplesmente morro e nada de Vida.

Assim o Mundo caminha a passos largos para a destruição deste Sistema de coisas.

Criado por YuBumblebee

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Música Auto-Destrutiva

Nos meus desvaneios, ouvindo uma musiquita no embalo - sim, porque no Raio Que O Parta também há rádios, ora pois!, - Pois, voltando a minha conversa (Oh T!ka isto aqui é oquê? Uma crónica? Um texto? Posso chamar de conversa, apesar de unilateral???), ouvindo o som e tal, lembro-me de ter lido um artigo sobre crítica músical, que falava sobre músicas que eram descritas como obscuras, com contéudo destrutrivo que transmitem desgaste emocional, comportamentos auto-destrutivos e depressão doentia. De entre as músicas citadas estava a que eu ouvia no momento, o "Grenade" daquele rapaz, o Mars (Que por acaso me faz lembrar um grande amigo meu também muito mítico, o Jalampo, não fossem os olhinhos pouco esbugalhados do Mars), e achei a crítica de demasiado mau gosto, pouco justa e mal atribuida, já que ouvindo esta música em particular, nota-se logo que se trata de um atrasado mental que achou possível ter todo amor de uma mulher, coisa que só sendo mesmo muito maluco para pensar em querer. Ou seja, é só mais uma música inofensiva, que não faz sentido nenhum tal como o "Atirei O Pau Ao Gato" - onde é que já se viu, chamar a policia por causa d'um gato?!. Mas se for p'ra falar de músicas que transmitem ou promovem esta lenga-lenga toda, posso citar uma que não consigo parar d'ouvir (Porque repetem sempre na rádio),- e cada vez que a ouço penso em cortar os pulsos... mas lembro-me a tempo de que não os tenho!- é a "Fenix" do Jorge Vercillo, com um refrão que assim diz:

Quando o FRIO vem nos AQUECER o coração/
Quando a NOITE faz nascer a LUZ na escuridão/
E a DOR revela a mais esplêndida EMOÇÃO...

... E é que nem um ser tão mítico como eu, consegue decifrar o raio da intensão da letra, senão levar um pobre ser a loucura na tentativa de o fazer. E só cito esta, para não dar em doido de vez, porque podia também falar nas letras da Gaga e das outras...


Deste "Coiso" que nunca tem nada a dizer,

O Pomco-Porbo

sábado, 2 de julho de 2011

Calão ou Invensão (A Maior de Facto!)

Durante muitos anos temos lidado com invenções  e descobertas estrangeiras com grande marco na história, fazendo de seus inventores célebres personagens, tornando-os reconhecidos a nível mundial e secular...

Nomes como Santos Dumont, Philo Farnworth e Thomas Edison,  são conhecidos pelas invensões do avião, da televisão e do fonográfo respectivamente... Mas será que só gente do Ocidente e Américas, e dos séculos passados merece ser reconhecida? Pois, caso não se saíba em Angola também há grandes inventores, não reconhecidos claro. Estes grandes inventores, não inventam electrodomesticos nem nada muito fisico, inventam a Língua ou melhor melhoram-na. 

Eu não sei quem lhe atribuiu o nome de calão, mas este provavelmente foi descoberto por um angolano, até agora na Língua Portuguesa, não conheço outro invetor de calão melhor que o angolano.  Acho até que talvez esta seja uma das melhores invensões de todos os tempos! Porquê? Ora vamos ver, já alguém imaginou dar aquele ênfase e tal à conversa sem usar uma palavra bem recheada?! Pois é. E melhor, o calão é alterado, revisto e melhorado de ano à ano, está cada vez melhor.

Um dia se calhar, haverá o reconhecimento merecido e nomes como Nagrelha e outros serão reconhecidos, e palavras como Mamadi (para quem não sabe, segundo o inventor significa "Dear mama") e Mamoite/Papoite (Inventor desconhecido, palavra muitas vezes proferida em vários Kuduros, nomeadamente no "Minguito" e tantos outros) serão conhecidas mundialmente. 

Mas antes disso, sendo o inventor um produtor, e como todo produtor, nós devemos expotar nosso produto, sendo que todos os anos são produzidos calões em alto escalão, e visto que já é uma das cenas mais exportadas, é um caso particular no qual o reconhecimento do autor vem mais tarde depois do uso e reuso (sim, nós também reusamos calões, as palavras vão voltando a moda e tal, como é o caso de Fatela e Magala, por exemplo). 

Não sei como findar este post, portanto digo simplesmente que o calão é das a maior invensão do Bandolano.


//Vou ser sincera, era p'rá ter escrito mais e em condições, mas perdi o fio da meada, misturei as ideias e fiz esta lenga-lenga//:\

T!ka