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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Crise Financeira? No Natal?

Pois é, em tempos de crise, não há época que se safe, nem a mais nobre e esperada festa do ano. Não há dúvidas que a época natalícia é a altura em que mais se gasta/ consome, mas como é viver essa época em tempos de crise económica? Vou dizer que não é assim tão difícil, p'ra tudo tem um jeito e neste caso não há excepção, com um pouco de racionalisação, nem se nota a diferença, afinal Natal é um dia só!


Com o custo de vida à subir, e apesar de haver mais opção de consumo p'rá esta época, mais cedo ou mais tarde comprar na época natalícia será um bom exemplo de oportunidade de custo (Se é que já não é!), vamos ter de abdicar de certos luxos e mimos, se quisermos ter outros. E isso também não é o fim do mundo, já que numa de adquirir a tradição ocidental de comemorar o natal acabamos por misturar culturas, prova disso é querermos ter à mesa o Bolo Rei e o Panetoni, o Bacalhau e o Peru, os frutos secos e os bombons e chocolates, e afinal de contas ficamos sem saber se o doce que simboliza o Natal é um ou outro, se a ceia é celebrada com um ou outro, e por aí em diante...

É verdade que hoje há uma maior capacidade de aquisição e maior diversidade, uma disponibilidade no mercado de um mar de opções que não havia outrora, mas também não nos vamos assustar e querer carregar com tudo, porque ainda há um Janeiro depois de Dezembro.


E é tudo uma questão de escolha, porque a fim e ao cabo não se consome nem metade do que se compra no Natal. Falamos em crises financeiras, mas gastamos que nem loucos p'rá comemoração de, repito, UM DIA! Acho que já é tempo de racionar, a vida tem custado cada vez mais, e já é altura de se começar a comprar apenas o que é necessário com um mimo ou outro, sem exageros nem grandes dispêndios... É que em tempos de crise, até o Pai Natal muda de método e já não há rena que queira trabalhar de graça...




//Poupar no Natal??? ...Espero que este blog melhore p'ró ano!!!// :\

T!ka

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

E Segue-se Uma Triste Geração...


Estive a pensar recentemente sobre a nossa geração, a geração globalizada, dos filhos do materialismo, do consumismo, da educação perdida, a geração das aparências, e me passou a pergunta sobre a qual nem espero resposta, e a pergunta é, se dizem que a nossa geração está perdida, que será da próxima?

Acho que não se precisa fazer muito esforço, nem ser-se vidente, p'ra prever o que vem aí, já que o focos já se tem mostrado. E seguindo o descuido do que é a nossa, é triste ver o que será da vindoura, porque não adianta dizer "Com os meus será diferente" ou "Eu lá sei a educação que vou dar aos meus"
se todos seguimos o mesmo sistema. Que sistema? O sistema da globalização e materialismo, o sistema que impede de corrigir e transmitir o que de benéfico recebi um dia, para não parecer careta, ou para poder pertencer a a sociedade. Se ainda não deu para perceber do que falo, falo de falta de conteúdo na educação que se está a passar para essa geração vindoura, essa educação que permite aos filhos gritar com os pais, essa educação regida por bens materiais, já que hoje os putos ganham presentes tanto quando se portam bem como quando se portam mal, pois que se calhar ninguém lhes mostrou a diferença - Falo do caso dos pais que oferecem coisas aos miúdos quando fazem algo bom, e também oferecem para não fazerem algo mau (isso p'ra mim ou é chantagem por parte dos filhos, ou é corrupção por parte dos pais - e um acto de extrema burrice já que depois de ter ganho ele pode fazer mal a mesma!), quando connosco aconteceu que ganhávamos coisas quando fazíamos algo bom, e ganhávamos uns bons estalos se fizéssemos algo mau - Ou seja, a educação onde se ganha tudo, menos educação, e mandam-se as crianças a escola a espera que o professor preencha o que ela não recebeu em casa.

A verdade é que há também a tentativa da abolição da "vara" (falo daquela conversa que se tem ouvido, de que não se deve bater nos filhos), o que na minha opinião só piora a situação, apesar do sistema mostrar que mesmo p'ra quem ainda faz uso dela (bate), depois de a usar, segue-se a palmadinha nas costas e o afagar da cabeça seguido de um presentinho de arrependimento (o jogo, o telemóvel, etc.), e porquê? Que consciência pesada que nada, faz tudo parte de status e aparências, porque o meu filho tem que ter a última versão de uma consola de jogos ou o último modelo d'um telemóvel para poder se enquadrar na sociedade, é o sistema. O tal sistema que citei acima, o tal que não permite que se eduquem as crianças como deve ser, para que possam todos (pais e crianças) fazer parte da sociedade.

//No worries!! Eu também sou de 1900// :\

T!ka

terça-feira, 13 de abril de 2010

A Comercialização Da Ecologia

Sei que vai parecer mais uma das minhas ideias nocivas, mas é exactamente o que se está a passar actualmente. Visto que com slogans e todo tipo de chamadas de atenção para alertar, sobre a importância de ter uma mente ecológica, pouco se conseguiu, surgiu então a ideia de mestre de comercializar a Ecologia, aproveitando o consumismo desenfreado de que somos reféns desde a revolução industrial.

Agora já não se precisa alertar sobre a importância da preservação ambiental, agora basta vender/comprar produtos ecologicamente testados e pronto!, está resolvido o problema da dita preservação ecológica. Programas como o cabelo verde, coração verde, greenpaper e todos os outros "Verdes", são a prova disso. Vou pegar, por exemplo, no dito cabelo verde que foi desenvolvido por algumas marcas de cosméticos e produtos de limpeza corporal, entre elas a L'Oreal Professionnel, que criou uma linha de Shampoos, Condicionadores e Máscaras ecologicamente testados, ajudando na preservação da natureza e no peso da consciência (Daqui a dias serão embalados em embalagens de papel/cartão, para melhor provar o compromisso com a ecologia!!! Eheh). Ainda na área de cosmética, há um dos lançamentos de Giselle Bundchen, Sejaa Pure Skincare, com fórmula eco e embalagens totalmente recicláveis, há também o Alma d'flor, e outras tantas marcas, também em outras áreas, para as quais nos viramos na crença que estamos a fazer a nossa parte para com o ambiente.

Isso assim também é, no eco turismo, que até agora não se encontra uma definição exacta, mas que vou descrever como a comercialização (porque turismo é comércio) da ecologia de certa forma, de um modo de difícil explanação, visto que é um ponto que varia de percepção em percepção - cada um tem a sua - apesar de a primeira impressão parecer ser simplesmente encarado como um turismo ecológico, mas que p'rá o explicar teria de fazer uma descrição individual de cada um e depois tentar encaixa-los para obter uma melhor, mas não exacta, explicação. Por isso, não vou aprofundar mais porque levaria dias para o fazer (Tenho consciência do que falo...).

Outros que facturam com a (falta de) ecologia, são as empresas de electricidade, que a cada lâmpada esquecida acesa e a cada tomada não desligada, é mais um tostãozinho adquirido apelando para a consciência ecológica e para as consequência do aquecimento global, mas isso é outro assunto, que talvez um dia volte aqui para "esmiuçar"...

(Esmiuçando tudo isso, o que estou a tentar dizer é que se alguém nos corrigir em algo que tenhamos feito considerado prejudicial ao ambiente, nós podemos contestar e até aí não achar que tenhamos algum compromisso ecológico, mas para comprar a ecologia - algum produto descrito como ecológico - apelamos para para a consciência ecológica e sentimos que cumprimos o nosso dever para com o ambiente.)

A realidade, ao que parece, é que não é fácil criar/assumir uma mente saudavelmente ecológica, mas quando se trata de comprar ecologia, fica bem mais fácil. Assim dá para passar a ideia de que toda gente tem uma consciência ecológica, variando no ponto de vista.


// Eu até já me sinto mais verde, porque o caderno onde faço meus rabiscos é feito de papel reciclado...!// :\

T!ka

quarta-feira, 31 de março de 2010

Páscoa - Como o Coelho e os Ovos de Chocolate se associaram a Morte e Ressureição de Cristo?



Aproveitando a época, e já que a Páscoa se aproxima, decidi escrever algo que de certa forma faz-me confusão , desde que comecei a perceber o verdadeiro sentido da Páscoa: A associação do coelho e dos ovos de chocolate à essa comemoração Judáica-Cristã.

Antes de tudo, vou começar por dar um breve background do que é a Páscoa. Nos tempos mais remotos, segundo o Velho Testamento, a Páscoa era a comemoração do fim da colheita, ou seja, o povo de Deus comemorava o sucesso da colheita que havia feito. Após a libertação e fuga do Egipto, a Páscoa passou a ter outro significado, significando então a Saída do Povo de Deus do Egipto. Essa é a Páscoa que o povo Judeu comemora até hoje, chamada Pêssach e que Jesus também comemorou. Depois de Jesus Cristo, segundo o Novo Testamento, a Páscoa passou a ser a comemoração da Morte e Ressureição de Jesus Cristo.

Fazendo (agora) uma ideia do significado da Páscoa, me pergunto, aonde é que o coelho e o chocolate, ou melhor ovos de chocolate, entram no meio disso?!!
Segundo algumas explicações, a Páscoa como comemoração da morte e ressureição de Cristo, significa Vida - Continuação/Continuidade da Vida, e existe animal melhor do que o coelho para representar a continuidade da vida?? (Já que este é conhecido pela grande capacidade de procriação). Aí também entra a explicação para o ovo, significando este também Vida. Mas, e quanto ao chocolate?? Particularmente ainda não encontrei explicação aparente...

Apesar de conhecidas tais explicações, na minha opnião, a Páscoa do coelho e dos ovos de chocolate comemorada actualmente, não é senão a comercialização de uma data de comemoração Judáica - Cristã, assim como tem acontecido com o Natal, associando um consumismo moderno a uma festa de significado nobre, aonde o Ovo de Chocolate tornou-se mais importante e simbólico que o discernimento do Corpo de Cristo.


T!ka