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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Como funcionar num país que não funciona


Eis o nome do manual que muito encarecidamente estou desesperada por encontrar.

Tem se tornado muito difícil para mim, viver sem ao menos passar os olhos por este manual, nem que este seja um mini fascículo ou algo que se encaixe nessa minha necessidade.

Em tal manual, espero encontrar tópicos do tipo:

- Como funcionar com empresas públicas que não funcionam num país que não funciona.

- Como funcionar com empresas privadas que não funcionam num país que não funcionam.

- Como funcionam os órgãos do estado num país que não funciona.

- Educação, saúde e saneamento básico.  O que são e como obter num país que não funciona.

- Boa governação. Significado do termo num país que não funciona.

E outros tantos tópicos que se aplicassem, com subtopicos respectivamente associados, mais ou menos assim:

- Como funcionar com uma empresa de telecomunicações que não funciona num país que não funciona.

- Como funcionar com processos, num tribunal que não funciona/ serve para processar, por exemplo, tal empresa de telecomunicações.

- Como superar a falta de qualidade de jornalismo, transmissão e manipulação de informação num país que não funciona.

- Como se desenvolve a economia num país que não funciona.

- Distribuição de energia e água.  O que significa num país que não funciona.

- Como funcionar sem estar associado a fulano num país que não funciona.

- Como são encontradas e distribuídas as divisas nas instituições bancárias num país que não funciona.

- Importação "restrita" e falta de produção nacional existem num país que não funciona. Como funciona o comércio, ou mesmo, como se come.

(E os meus favoritos)

- Diferença entre crença e religião num país que não funciona
                                                   
- Definição de retornos, encontrados nas estradas de um país que não funciona.


Um país que não funciona certamente chama ditadura  de  "República Democrática" , mas ainda assim preciso de um manual que me explique se mesmo não funcionando, este país funciona em sistema de pirâmide, coligação, associação ou árvore genealógica e afins.

Vejo a necessidade de perceber como funciona o "adágio" 'Cada um come onde trabalha' sem prejudicar patrões, empresas e sociedade em geral num país que não funciona.

São tantas questões que queria esclarecidas que nem cabem neste texto, necessitando de tal manual... mas se calhar só preciso de uma singela resposta para a questão "Como viver num país que não funciona?"

Nota: verdade que todos o "menores" num país assim ficam ao sol à espera que um país que funcione olhe por eles, mas à estes eu recomendo outro manual - "Faça você mesmo a lida da sua casa"

//Muito humildemente desliga aqui uma desligada que só precisa de um "knowhow"// :\

sábado, 16 de agosto de 2014

O Opossum



E lá p'ra dois mil e 14 volta um tal de DESliguei!! ao activo... Mas não é sobre isso que vou despejar aqui hoje.

Como descrito no título, vou falar sobre o Gambá, um mamífero marsupial que "dizem" ser das Américas.
Não que isso seja um blog educativo,  portanto não se pode esperar aqui um texto digno de ser comparado à uma reportagem do NatGeo ou coisa parecida.

O Gambá, "dito" natural das Américas, é conhecido pelo liquido fétido que produz através das glândulas axilares. E é aí que começa a minha dúvida, porque ou a distribuição geográfica do tal bicho está mal registada ou houve movimento de imigração/emigração (segundo as lacunas nas minhas pesquisas a verdadeira origem é incógnita), pois estes são o que não falta nas ruas de Luanda.

É tanto Opossum junto que quase parece praga. Aparentemente o Opossum nacional já descobriu que tal cheiro é uma de suas técnicas de defesa, infelizmente ainda não aprendeu a aplicar a técnica, aplicando-a mal, não diferenciando presa de predador, aplicando-a também àqueles que somente partilham do seu habitat.

O Opossum nacional diferente do das Américas não tem a "cultura" de se fingir de morto, contudo desenvolveu outra cultura, a de se fazer de desentendido... Porque é quase que impossível não se perceber o próprio cheiro.

Segundo o Wikipédia, o Gambá é facilmente confundido com o Cangambá (Difícil acreditar, mas está mesmo no Wikipédia), mas isso também é outra estória.

Concluindo, eis que se trata de um ser de tanta importância que Sandy e Junior, quando mais novos, prestaram homenagem numa canção com um trecho que dizia assim:

" Quando chega o Gambá acaba a festa
 Ele é bom, só o cheiro é que não presta"

Realmente, muito poético.


// Já não faço isso há algum tempo, espero não ter perdido o jeito.  Mas também quem perde tempo a ler isso?!// :\



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

11 de Novembro... Viva!!



      Somos independentes
      Um país livre e valente
      Viva o 11 de Novembro
      Independência, até ao dia presente!

Era bom!
Ganhamos independência, desfizemo-nos do colono, esquecemo-nos de libertar nossas mentes também, essas que permaneceram fiéis e debaixo da ignorância, permitindo-nos destruir logo a seguir postes de luz, placas de identificação de ruas, sinais de trânsito e o resto do patrimônio público, acreditando que destruiriamos com isso a lembrança do colonialismo, esquecemo-nos que este seria então agora nosso patrimônio, quebrando aqui e ali, mas conscientes ou não que nunca fariamos igual ou melhor, esquecemo-nos de usurfruir... E no meio de tudo, viva o povo, que deitou abaixo o que podia , e pouco há que se aproveite. (1975-1989)

Somos uns país independente e ainda assim dependente de empresas distribuidoras de electricidade e água que nos dão o que "achamos" que temos direito, quando bem lhes apetece. Somos independentes, dependendo de uma cunha para um bom ou mesmo um emprego regular. Somos independentes, dependendo de um sistema de saúde pública mísero, que deste só se livra e é independente quem pode pagar, pagando caro para morrer numa clínica privada. Somos independentes, dependendo de uma economia, que todos os dias nos faz pensar no dia de amanhã. Somos independentes, dependendo de um sistema de educação, que dizem este ser já melhorado. Somos (in)dependentes ... E independentemente disso, recuso-me a continuar, não quero chegar na democracia, na liberdade de expressão, na síndrome de Willie Lynch e  no resto da nossa independência.  

Somos independentes, claro que somos, só não descobrimos ainda em quê! Deixa lá que em 61 foi pior, no entanto, Viva o 11 de Novembro.


//Verdade mesmo, apoderaram-se das minhas teclas, a sério, isto não foi escrito por mim//:\

T!ka

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Há Vida... Nas Redes Sociais!!!

Febre, febre, febre... Só pode ser isto que se tem passado - não vou dizer, recentemente, porque isto já vem a acontecer a algum tempo. Mas só posso pensar que isto seja uma febre trazida por outras febres, as redes sociais.

Realmente, há vida nas redes sociais, tanta vida que mal abro o Facebook (Um grande consultório) consigo saber da vida de metade da minha lista de contactos. E o Twitter, Orkut e amigos também não ficam atrás. Não posso agradecer as redes socias pela fofoca fornecida à borla, agradeço antes aos seus usuários que fornecem informação mais que necessária, aposentando muito jornalista metido a detective, e até os próprios detectives em sí.

Mas a questão aprofunda-se no seguinte, porque cargas d'água vou eu (e o mundo) querer saber que você acordou as 9h, que está a mesa, vai comer uma omeleta feita por sí e está atrasado(a) para sei lá aonde? Ou então, que hoje está muito cansado(a), só lhe apetece dormir (a próposito, não me parece que seja verdade, porque você ainda tem tempo de postar isso)  e ainda assim tem ou não um convite para sair e está indeciso(a) (e ainda pergunta se as pessoas acham que deva ir) ? Ou melhor ainda, que você quer sair à procura de uma esquina onde vendam gelados de múcua, porque está com uma ressaca maluca, sente a cabeça pesada, e é isso que lhe apetece, porque a noite anterior se transformou num dia pesado, e ainda pergunta quem lhe pode indicar um lugar (Sinceramente, eu acho que um hangover de verdade, o(a) impederia de abrir os olhos e ir postar isso)?

Que mania absurda é esta, de postar toda, ou melhor, grande parte de sua vida nas redes sóciais? Ninguém quer saber se você agora vai sair, comer ou dormir! Ou então, já que já se habituou, não se esqueça de postar também suas visitas a casa de banho, com direito a relato e tudo bem detalhado e já agora relate também quando for p'ra cama com alguém, sem esquecer de postar o número de orgasmos.

E isso ainda não é nada perto das frases como "Bem me tinham dito, os homens são todos iguais" rematando com um "Novamente Solteira", ou a versão masculina "Antes só que mal acompanhado, solteirissímo da Silva". Mas quem é o ser vivente sem vida, que você pensa que parou de viver a espera de ler isso um dia? Sinceramente, acho que tem havido uma pequena confusão por parte das pessoas, as redes sóciais como o Facebook não são consultores amorosos, não fazem o papel da melhor amiga ou da vizinha Joaquina (Aquela a quem se corre a pedir conselhos) e não, não são transmissores de recados. A menos que sejam e ninguém me tenha dito nada.
Quer que certa pessoa saiba que você não gostou de algo que lhe foi dito ou feito? Se você se lembrar do velho e bom SMS, use-o, o resto do mundo não precisa de saber do vosso problema. Quer desabafar o mal que alguém lhe fez, chame o Fulano, o Cicrano e o Beltrano e desabafe, que mais ninguém deve saber. Agora, se quizer gritar aos 4 ventos que você está Solteiro(a), vá a Dstv e peça para adicionar uma propaganda na Globo, tipo "Fulano(a) de Tal, agora, Solteiro(a)", ou continue mesmo no Facebook, no Twitter e no resto.

Já faz tempo que tenho lidado com isso, e há algum tempo que tenho me segurado para não postar sobre isso no blog, lembrando que já fiz muito comentário desagrádavel a custa disso.

Portanto só para finalizar, essa cena é toda muito bonita e tal, mas vamos fingir que temos cenas mais importantes a fazer, e que quase não nos sobra tempo para tanta parvoíce!!


//Eheheheheh, agora  como se nada fosse vou fazer uma auto análise, porque o que bate mesmo é criticar os outros sem mostrar uma atitude diferente// :\

T!ka

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cão Pequeno = Caniche

Não sei se o título deste post transmitiu o efeito desejado, mas a ideia basicamente é  mesmo denegrir e apontar vivamente a nossa ignorância.

Não é obrigatório que conheçamos todas as raças de cães, mas já que gostamos de adopta-los, não custa nada nos informamos mais sobre o que temos em casa.

Um dos nossos erros mais comuns é achar que qualquer cão pequeno e peludo é caniche, em outras palavras, em Angola um Spaniel japonês, um Yorkshire Terrier, um Puli ou um Spitz são exactamente a mesma coisa. Pouco nos informamos sobre as raças e o tipo de vida à que se adaptam  e depois queremos questionar e especular sobre a duração dos pobres animais.

Outra coisa que fazemos bem, é inventar nomes p'rá raças já existentes, como é o caso de "Bull Bulli" que é na verdade Bull Mastiff. Mas quem há de se importar?!

Mas isso ainda não é tudo, a parte engraçada  é quando nos perguntam a raça do cão, e nós com todo o orgulho do mundo respondemos "É cruzamento de X com Y", sem saber que o dito cruzamento de X com Y, faz da cria um... - quem arrisca?- Rafeiro. Pois é, o cruzamento de duas raças diferentes origina Rafeiros, que ao contrário do que se pensa não tem nada haver com a aparência do cão e sim com a perda do pedigree. E já caindo na vertente da aparência, é seguindo esta leva que chamamos muitas das vezes de rafeiro à um Braco também chamado Perdigueiro (pode ser Português, Francês, Alemão ou Inglês), conhecidos por serem cães de caça.

Não que este post vá mudar a vida d'alguém, só queria salientar que até os animais nós estamos a estereotipar!!!  


//Não me resta muito, "só queria salientar" que a bosta piorou// :\

T!ka

domingo, 14 de novembro de 2010

Banda - Linhas Soltas

Não sei porquê, mas nunca antes se ouviu tanto a palavra "angolanidade" como se ouve hoje... Parece que um sem número de gente despertou e passou a amar mais a sua pátria, aprendeu a valorizar o que é seu, suas gentes, ritmos, hábitos e costumes, sua cultura, e foi preciso conhecer outros horizontes p'ra reconhecer que como o nosso não há igual. 

Isso parece aquela velha dúvida do "Será que a casa do vizinho é melhor que a minha?" em que acabamos por notar que, apesar de tudo, é em nossa casa que queremos estar. 

Quanto mais exploro o mundo cá fora, quanto mais expando meus horizontes, quanto mais vivo, experimento, sinto, mais certa fico do lugar aonde pertenço... Parece que só depois de vivenciar isso, a música de Teta Lando começa a fazer sentido, e sente-se em cada verso, nos quais se pode ouvir "Mas eu sou daquela terra... mesmo em ruínas gosto dela"... 

Pois é... que o diga o estrangeiro que foi p'ra Angola à procura da Banda e não encontrou, porque a Banda é meio que um lugar imaginário, que por mais que se procure, só o Mwangolé sabe onde é, o paraíso (imaginário) que é a Banda, p'ra onde com ânsia espera sempre regressar.

É a banda, é a banda... A Angola do meu coração cantada por Matias, a terra pela qual Paulo Flores e Ricardo Abreu morreriam... Das dicas e mujimbos, da fofoca e dos boatos... Do calão que rompe barreiras e vai além fronteiras... Do povo bem caracteristico, reconhecido seja onde for... Dos ritmos de Semba e Kuduro... Das danças, moves e poses e tal... 
É a banda... A banda que todo o Angolano, ou melhor, "Bandolano" conhece...

E se ser-se da Banda ainda é visto como fardo ou castigo, o bom Bandolano nao troca isso por nada, nem pelo maior dos benefícios...


// ... O título foi explícito, são linhas soltas oh!!// :\

T!ka

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Do Lado De Lá


Não sou daqui,
Sou do lado de lá
Cá as aves piam
Lá cantam
Tal como as árvores dançam
Ao ritmo do vento
Que soa feito batuque,
E acarreta aquela brisa fresca,
Porque lá tudo é música,
Tudo é dança, tudo é festa.

Não sou daqui,
Sou do lado de lá
Onde o sol faz reinar o calor
Que trás ao rosto o suor
Fazendo lembrar
Que há lá um imenso mar
Para refrescar e,
Que também alivia a dor.

Não sou daqui,
Sou do lado de lá
Onde não reside antipatia
E sim um ar de superioridade
Das gentes,
Misturado a vontade de triunfar...
Mas mesmo assim
Lá sou mais feliz,
Porque sou de lá...

E não daqui!

Porque sou um petiz lá
De onde  eu sou,
Aqui, sou da vida um aprendiz
Que aprendeu
Que é do lado de lá
Que quer estar
Porque não é daqui...

...Mas do lado de lá!!


//Torta, mas patriota// :\

T!ka

domingo, 6 de junho de 2010

Retratos De Uma Triste Luanda

Aproveitando umas breves férias, e minhas andanças repletas de estradas esburacadas, pacaças (Ex.: os transeuntes da Av. Deolinda Rodrigues) e engarrafamentos, resolvi resumir os tristes "pontos que tiram pontos" a capital Angolana, o que não foi uma tarefa nada difícil, já que a maior referência, vou dizer, o maior ponto "considerado" positivo, é a vida nocturna. Sem dizer que por sistema de eliminação, é ainda mais fácil, já que só teria que eliminar 3 pontos, a tal vida nocturna, as praias e a simpatia do povo (Particularidade do povo angolano, que é de certa forma acolhedor), fora isso sobra quase nada que possa ser considerado um ponto positivo de Luanda.

Passo então a listar os tristes retratos da cidade, por ordem de pensamento, conforme me foram surgindo as ideias segundo meu inconformismo (Eheh):
- Povo simpático sem dúvidas, mas com alguma dificuldade em viver em comunidade, "demasiado preocupado com o passeio de sua casa, para pensar em alisar/varrer também o passeio do vizinho" (Se é que deu para perceber a ideia).
- Poeira em quantidade indescritível cuja origem, tal como a da areia vermelha, é (quase) inquestionável.
- Engarrafamento, cuja origem já foi atribuída a diferentes razões, desde a má condição das estradas, a falta de educação no trânsito, a pressa (doença crónica da maioria dos Luandenses), aos candongueiros e a outras tantas razões, que apesar do que já sem tem feito para melhorar, ainda não se vêm grandes resultados.
- A tal questão do saneamento básico, que já nem sei a quem deitar as culpas.
- Lixo, imagem que já há muito faz parte do cartão postal de Luanda.
- Falta de criatividade por parte dos comerciantes, que ao invés de inovarem, adquirem o negócio da moda, criando bastante oferta de um mesmo produto.
- Casas nocturnas para todos os gostos e bolsos, livrarias e bibliotecas para ... (???)
- Entretenimento que se resume ao Belas Shopping e a quase sitio nenhum, os outros cinemas simplesmente deixaram de o ser, e fugir da monotonia a qual o entretenimento se resume é quase impensável.
- As dificuldades de uso de serviços como Multi Caixa e outros, e a falta de outros tantos serviços e comodidades que facilitariam em muito a vida do Luandense, porque até água e luz aqui são luxos.
- O facto de ter sido considerada a capital mais cara de África sem sequer ter condições para o justificar, excepto o facto de ter uma economia totalmente instável. (Preços que fazem morrer!!!)

...E apesar de tanta critica, e tantos pontos negativos, há a parte doce, é que apesar de Luanda não ser nenhuma colmeia, concentra bastante mel!!


//Já me mandaram ir ganhar juízo, mas eu não ouço!!!// :\

T!ka

segunda-feira, 26 de abril de 2010

10 Passos Para Ser Popular Na Banda

1º. Informe-se sobre as músicas e danças da actualidade (que estão a bater).
2º. Aprenda essas danças em tempo record.
3º. Esteja por dentro, vista-se conforme a moda do tempo.
4º. Beba, mas beba bastante, álcool.
5º. Faça escândalos, grite e humilhe, seja baixo mas no entanto seja simpático também.
6º. Não seja moderado, exiba-se bastante e seja egocêntrico.
7º. Fale muito de você, do que você tem e também do que não tem.
8º. Modéstia e humildade são coisas de gente sem popularidade, evite-as.
9º. Vida nocturna está sempre IN, invista nela.
10º. Faça de tudo para aparecer, isso é essencial.


\\ Basicamente a maior parte dos passos diz praticamente a mesma coisa, mas tinham de ser 10 passos\\ :/

T!ka

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Nós É "Curto" E Nós Fala Bom "Pretoguês"

Hoje quando liguei a TV, mais própriamente o Canal 2 da TPA, senti uma vontade enorme de DESligar aqui... Aproveitando a deficiência linguística e socio-cultural que muito se tem notado na camada jovem angolana, decidi elaborar cuidadosamente este texto citando as gaffes e deslizes mais comuns, que quando não me tiram do sério, põe-me as gargalhadas!!

Começo por citar a estranha dificuldade que se adquiriu em começar e terminar uma frase no mesmo tempo, isto é, começar a frase no singular e termina-la no singular, ou começar no plural e terminar no plural. É incrível que esta simples regra grámatical, se é que posso assim chamar, tem se tornado tão complicada de seguir ultimamente. É engraçado que basta ligar a televisão e, sem muita espera nem esforço, lá se ouve esse deslize ser cometido...

Seguindo a gaffe citada acima, está a dificuldade de se destinguir o do Você, e da mistura dos dois, originando frases do tipo "Você foste...", realmente esse erro faz-me cair de rir!
Qual será a dificuldade em se perceber que o é próximo e o Você é distante? O é íntimo o Você é educado, cortês, será que preciso especificar mais?!! Só lamento que do jeito que a coisa anda, já se começou a tratar o avô por tu e o amigo/companheiro por você.
O mesmo acontece à mistura dos dois, não dá certo, o português por si só já é complicado, não necessita de mais complicação, conjugações do tipo "Você fizeste", "Você escolheste" e etc. não existem. Assim como também não existem as do tipo "Tú fez", "Tú escolheu", que felizmente não são tão comuns de se ouvir quanto as outras.
Já é altura de se começar a rever a velha grámatica, de haver mais inteiração sobre a conjugação dos verbos e sua variação por pessoa.

Outro erro cometido, já fora da area linguística, talvez devido a uma certa ignorância cultural, é o de atribuir nomes errados às coisas, e o de tentar transmitir um conhecimento por algo que se desconhece. Vou exemplificar o que estou a tentar dizer, visto que foi a forma que encontrei para me fazer entender.
Certa vez estava a assistir ao programa Dia-a-Dia do mesmo canal, e na rubrica sobre culinária o chef convidado apresentou o prato, uma espécie de roasted veges com molho Pesto. Quando interrogado pelo apresentador sobre o que era molho Pesto, e porque se chamava Pesto, o dito chef simplesmente respondeu que assim era porque era um molho para temperar saladas. Soltei uma gargalhada daquelas quando ouvi a (falta de) explicação do porquê, visto que molho pesto não só não é própriamente dito um molho para temperar saladas, como Pesto vem do verbo italiano "Pestare" que significa amassar, referindo-se ao modo de preparo do molho, que é pisado. Voltando ao chef, este começou a descrever os ingredientes do dito molho, citando a salsa, piões, azeite e sal, não me lembro se citou mais - deixei passar o facto dele ter usado salsa ao invéz de manjericão porque substituição de ingredientes é possível na culinária alternativa -, e o apresentador torna a fazer outra pergunta, perguntando desta vez, o que eram piões, o chef pensou, enrolou e explicou que piões eram passas d'uvas. Aí eu já estava a chorar de tanto rir, fiquei incrédula por alguns instantes, de certa forma até pelo facto do próprio apresentador não saber o que são piões.
Depois deste exemplo vou dizer mais o quê? Se é que deu para perceber...

E finalmente, voltando para a area da língua, tenho muita curiosidade em saber quem criou a ideia de que falar correctamente é afinar? Não sei se ainda não se deram conta, mas quem afina erra. O português só precisa de ser falado correctamene, não precisa necessáriamente de ser afinado, isso além de ridicularizar a língua, ridiculariza o "Afinador"!

... Se continuar assim, ainda seremos expulsos da CPLP, e sem a língua, sobra-nos a "curtura", visto que somos "curtos" de ideias...!!

//Perdoem meus erros ortográficos, se houver algum, sou angolana!// :\

T!ka

sábado, 3 de abril de 2010

Identidade Canina



Certa vez L contou-me uma cena assim:

"Lá na rua onde morava, por mais engraçado que pareça, o cães da vizinhança tinham os nomes dos vizinhos. O Manel cão do vizinho Tony, era chará do vizinho da rua de trás (Nomes fitícios, não vou estar aqui a expor os vizinhos), a Maria era a vizinha da porta da frente da Olga, a dona da Maria, a cadela, e por aí fora. Eram média de 6 ou 7 cães, a maior parte dos cães da rua, que tinham o nome d'algum vizinho... Era uma festa quando se começavam a chamar pelos nomes, acho que tanto os cães como as pessoas ficavam confundidos acerca de quem estava a ser chamado, a não ser que se chamesse o nome seguido de um assobio, ou da velha e boa forma de chamar cachorro com os beiços esticados, aí ficava tudo esclarecido. Mas isso não é o 'último nó da corda'..."

"A minha (ex) vizinha do lado deu à cadela o nome da amante do marido, Laura..."

Agora, eu me pergunto se a intensão da vizinha é criar a dita cadela para odia-la no lugar da outra Laura, visto que vai sempre se lembrar da outra quando a chamar, ou se afeiçoar a cadela para ser mais fácil de aceitar a rival???...
E voltando aos vizinhos, seguindo a linha de pensamento acima, teria sido este o método achado para suportar melhor o vizinho, afeiçoando-se aos bichos com os mesmos nomes...???

//Particularmente falando, se fosse comigo, não sei se o efeito seria positivo// :\

T!ka

Meus Porquês(?) aos Luandenses (Caluandas)



» Porquê que a vossa vivência depende de Social Status?

» Porquê que a aparência é mais importante que o intelecto?

» Porquê que responsabilidade com o horário é para os outros, não para vocês?

» Porquê que querendo ser diferentes sois tão (inconvenientemente) globalizados?

» Porquê que negam vossa cultura e adquirem a alheia?

» Porquê que vossa higiene começa e termina no corpo, a mente e o espaço/ambiente que vos rodeia permanecem sujos?

» Porquê que só vocês sabem falar português?

» Porquê que de vossa vivência festiva não se aproveitam frutos?

» Porquê que se acham tão simpáticos e ao mesmo tempo tão superiores?

» Porquê que para tudo é necessário a dita "cunha" ou padrinho na cozinha?

E por fim:

» Porquê que tratam aquele que não é de Luanda como sendo da "Província", sendo Luanda também uma Província?


T!ka