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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Como funcionar num país que não funciona


Eis o nome do manual que muito encarecidamente estou desesperada por encontrar.

Tem se tornado muito difícil para mim, viver sem ao menos passar os olhos por este manual, nem que este seja um mini fascículo ou algo que se encaixe nessa minha necessidade.

Em tal manual, espero encontrar tópicos do tipo:

- Como funcionar com empresas públicas que não funcionam num país que não funciona.

- Como funcionar com empresas privadas que não funcionam num país que não funcionam.

- Como funcionam os órgãos do estado num país que não funciona.

- Educação, saúde e saneamento básico.  O que são e como obter num país que não funciona.

- Boa governação. Significado do termo num país que não funciona.

E outros tantos tópicos que se aplicassem, com subtopicos respectivamente associados, mais ou menos assim:

- Como funcionar com uma empresa de telecomunicações que não funciona num país que não funciona.

- Como funcionar com processos, num tribunal que não funciona/ serve para processar, por exemplo, tal empresa de telecomunicações.

- Como superar a falta de qualidade de jornalismo, transmissão e manipulação de informação num país que não funciona.

- Como se desenvolve a economia num país que não funciona.

- Distribuição de energia e água.  O que significa num país que não funciona.

- Como funcionar sem estar associado a fulano num país que não funciona.

- Como são encontradas e distribuídas as divisas nas instituições bancárias num país que não funciona.

- Importação "restrita" e falta de produção nacional existem num país que não funciona. Como funciona o comércio, ou mesmo, como se come.

(E os meus favoritos)

- Diferença entre crença e religião num país que não funciona
                                                   
- Definição de retornos, encontrados nas estradas de um país que não funciona.


Um país que não funciona certamente chama ditadura  de  "República Democrática" , mas ainda assim preciso de um manual que me explique se mesmo não funcionando, este país funciona em sistema de pirâmide, coligação, associação ou árvore genealógica e afins.

Vejo a necessidade de perceber como funciona o "adágio" 'Cada um come onde trabalha' sem prejudicar patrões, empresas e sociedade em geral num país que não funciona.

São tantas questões que queria esclarecidas que nem cabem neste texto, necessitando de tal manual... mas se calhar só preciso de uma singela resposta para a questão "Como viver num país que não funciona?"

Nota: verdade que todos o "menores" num país assim ficam ao sol à espera que um país que funcione olhe por eles, mas à estes eu recomendo outro manual - "Faça você mesmo a lida da sua casa"

//Muito humildemente desliga aqui uma desligada que só precisa de um "knowhow"// :\

sábado, 16 de agosto de 2014

O Opossum



E lá p'ra dois mil e 14 volta um tal de DESliguei!! ao activo... Mas não é sobre isso que vou despejar aqui hoje.

Como descrito no título, vou falar sobre o Gambá, um mamífero marsupial que "dizem" ser das Américas.
Não que isso seja um blog educativo,  portanto não se pode esperar aqui um texto digno de ser comparado à uma reportagem do NatGeo ou coisa parecida.

O Gambá, "dito" natural das Américas, é conhecido pelo liquido fétido que produz através das glândulas axilares. E é aí que começa a minha dúvida, porque ou a distribuição geográfica do tal bicho está mal registada ou houve movimento de imigração/emigração (segundo as lacunas nas minhas pesquisas a verdadeira origem é incógnita), pois estes são o que não falta nas ruas de Luanda.

É tanto Opossum junto que quase parece praga. Aparentemente o Opossum nacional já descobriu que tal cheiro é uma de suas técnicas de defesa, infelizmente ainda não aprendeu a aplicar a técnica, aplicando-a mal, não diferenciando presa de predador, aplicando-a também àqueles que somente partilham do seu habitat.

O Opossum nacional diferente do das Américas não tem a "cultura" de se fingir de morto, contudo desenvolveu outra cultura, a de se fazer de desentendido... Porque é quase que impossível não se perceber o próprio cheiro.

Segundo o Wikipédia, o Gambá é facilmente confundido com o Cangambá (Difícil acreditar, mas está mesmo no Wikipédia), mas isso também é outra estória.

Concluindo, eis que se trata de um ser de tanta importância que Sandy e Junior, quando mais novos, prestaram homenagem numa canção com um trecho que dizia assim:

" Quando chega o Gambá acaba a festa
 Ele é bom, só o cheiro é que não presta"

Realmente, muito poético.


// Já não faço isso há algum tempo, espero não ter perdido o jeito.  Mas também quem perde tempo a ler isso?!// :\



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

11 de Novembro... Viva!!



      Somos independentes
      Um país livre e valente
      Viva o 11 de Novembro
      Independência, até ao dia presente!

Era bom!
Ganhamos independência, desfizemo-nos do colono, esquecemo-nos de libertar nossas mentes também, essas que permaneceram fiéis e debaixo da ignorância, permitindo-nos destruir logo a seguir postes de luz, placas de identificação de ruas, sinais de trânsito e o resto do patrimônio público, acreditando que destruiriamos com isso a lembrança do colonialismo, esquecemo-nos que este seria então agora nosso patrimônio, quebrando aqui e ali, mas conscientes ou não que nunca fariamos igual ou melhor, esquecemo-nos de usurfruir... E no meio de tudo, viva o povo, que deitou abaixo o que podia , e pouco há que se aproveite. (1975-1989)

Somos uns país independente e ainda assim dependente de empresas distribuidoras de electricidade e água que nos dão o que "achamos" que temos direito, quando bem lhes apetece. Somos independentes, dependendo de uma cunha para um bom ou mesmo um emprego regular. Somos independentes, dependendo de um sistema de saúde pública mísero, que deste só se livra e é independente quem pode pagar, pagando caro para morrer numa clínica privada. Somos independentes, dependendo de uma economia, que todos os dias nos faz pensar no dia de amanhã. Somos independentes, dependendo de um sistema de educação, que dizem este ser já melhorado. Somos (in)dependentes ... E independentemente disso, recuso-me a continuar, não quero chegar na democracia, na liberdade de expressão, na síndrome de Willie Lynch e  no resto da nossa independência.  

Somos independentes, claro que somos, só não descobrimos ainda em quê! Deixa lá que em 61 foi pior, no entanto, Viva o 11 de Novembro.


//Verdade mesmo, apoderaram-se das minhas teclas, a sério, isto não foi escrito por mim//:\

T!ka

sábado, 2 de julho de 2011

Calão ou Invensão (A Maior de Facto!)

Durante muitos anos temos lidado com invenções  e descobertas estrangeiras com grande marco na história, fazendo de seus inventores célebres personagens, tornando-os reconhecidos a nível mundial e secular...

Nomes como Santos Dumont, Philo Farnworth e Thomas Edison,  são conhecidos pelas invensões do avião, da televisão e do fonográfo respectivamente... Mas será que só gente do Ocidente e Américas, e dos séculos passados merece ser reconhecida? Pois, caso não se saíba em Angola também há grandes inventores, não reconhecidos claro. Estes grandes inventores, não inventam electrodomesticos nem nada muito fisico, inventam a Língua ou melhor melhoram-na. 

Eu não sei quem lhe atribuiu o nome de calão, mas este provavelmente foi descoberto por um angolano, até agora na Língua Portuguesa, não conheço outro invetor de calão melhor que o angolano.  Acho até que talvez esta seja uma das melhores invensões de todos os tempos! Porquê? Ora vamos ver, já alguém imaginou dar aquele ênfase e tal à conversa sem usar uma palavra bem recheada?! Pois é. E melhor, o calão é alterado, revisto e melhorado de ano à ano, está cada vez melhor.

Um dia se calhar, haverá o reconhecimento merecido e nomes como Nagrelha e outros serão reconhecidos, e palavras como Mamadi (para quem não sabe, segundo o inventor significa "Dear mama") e Mamoite/Papoite (Inventor desconhecido, palavra muitas vezes proferida em vários Kuduros, nomeadamente no "Minguito" e tantos outros) serão conhecidas mundialmente. 

Mas antes disso, sendo o inventor um produtor, e como todo produtor, nós devemos expotar nosso produto, sendo que todos os anos são produzidos calões em alto escalão, e visto que já é uma das cenas mais exportadas, é um caso particular no qual o reconhecimento do autor vem mais tarde depois do uso e reuso (sim, nós também reusamos calões, as palavras vão voltando a moda e tal, como é o caso de Fatela e Magala, por exemplo). 

Não sei como findar este post, portanto digo simplesmente que o calão é das a maior invensão do Bandolano.


//Vou ser sincera, era p'rá ter escrito mais e em condições, mas perdi o fio da meada, misturei as ideias e fiz esta lenga-lenga//:\

T!ka

domingo, 14 de novembro de 2010

Banda - Linhas Soltas

Não sei porquê, mas nunca antes se ouviu tanto a palavra "angolanidade" como se ouve hoje... Parece que um sem número de gente despertou e passou a amar mais a sua pátria, aprendeu a valorizar o que é seu, suas gentes, ritmos, hábitos e costumes, sua cultura, e foi preciso conhecer outros horizontes p'ra reconhecer que como o nosso não há igual. 

Isso parece aquela velha dúvida do "Será que a casa do vizinho é melhor que a minha?" em que acabamos por notar que, apesar de tudo, é em nossa casa que queremos estar. 

Quanto mais exploro o mundo cá fora, quanto mais expando meus horizontes, quanto mais vivo, experimento, sinto, mais certa fico do lugar aonde pertenço... Parece que só depois de vivenciar isso, a música de Teta Lando começa a fazer sentido, e sente-se em cada verso, nos quais se pode ouvir "Mas eu sou daquela terra... mesmo em ruínas gosto dela"... 

Pois é... que o diga o estrangeiro que foi p'ra Angola à procura da Banda e não encontrou, porque a Banda é meio que um lugar imaginário, que por mais que se procure, só o Mwangolé sabe onde é, o paraíso (imaginário) que é a Banda, p'ra onde com ânsia espera sempre regressar.

É a banda, é a banda... A Angola do meu coração cantada por Matias, a terra pela qual Paulo Flores e Ricardo Abreu morreriam... Das dicas e mujimbos, da fofoca e dos boatos... Do calão que rompe barreiras e vai além fronteiras... Do povo bem caracteristico, reconhecido seja onde for... Dos ritmos de Semba e Kuduro... Das danças, moves e poses e tal... 
É a banda... A banda que todo o Angolano, ou melhor, "Bandolano" conhece...

E se ser-se da Banda ainda é visto como fardo ou castigo, o bom Bandolano nao troca isso por nada, nem pelo maior dos benefícios...


// ... O título foi explícito, são linhas soltas oh!!// :\

T!ka

terça-feira, 5 de outubro de 2010

"A Wedding Is Not Marriage"

É , é, e quem o disse, disse-o muito bem. Já que esta febre de "Festa d'aparências" não faz parte só da realidade da Banda, mas do resto do mundo. Não sei se o problema está na festa de casamento, mas parece que tem durado mais a vivência conjugal sem cerimónias - e põe cerimónias nisso - do que o casamento propriamento dito,  o tal que vem depois daquela festa espectacular e abastada que tem direito a dia seguinte e tudo...

Mais uma vez concordando que o que faz um casamento não é a festa (traducção alternativa para o título deste post), devo dizer que gostaria muito de perceber o que é que se está a passar com a sociedade actual, pois já me perdi e já não tenho percebido mais nada. Que casamentos são esses, onde se gastam milhões p'rá uma festa, mas que duram apenas 15 quiça 60 dias? Talvez sem eu ter percebido, as coisas  começaram-se a inverter e, ao que parece o conceito mudou, talvez nos dias de hoje, o que faz o casamento é exactamente a festa, o resto é extra, se durar, que bom, ainda bem que assim é, se não durar, não é nada de anormal, já era de se esperar!!!

O que é que se passa com a instituição do casamento na sociedade actual? Será que hoje entrar p'rá uma Igreja ou p'rá um Cartório e consumar uma união conjugal, enlace matrimónial ou qualquer outro nome bonito que isso costumava ter, é uma espécie de prova de resistência? Ou talvez uma fase de esperimentação do tipo "Casamo-nos e vamos ver no que isso vai dar"? Sinceramente não dá p'rá perceber... Se é falta de preparação p'rá quê se precipitar?! E nem adianta virem com desculpas e dizerem que não sabiam que seria assim, porque não é em 15 dias de convivência que se conhece uma pessoa. E se a desculpa é dizer que pensou que seria diferente, porque pensou que o(a) parceiro(a) fosse mudar, isso é e não passa mesmo de uma desculpa, porque se o vaso não foi moldado antes, não será depois do casamento que se vai endireitar. Talvez estejamos perante uma epidemia, a "Febre das festas de casamento", esta febre que tem atingido tanta gente, cujos síntomas são o dispêndio desnecessário de um balúrdio de dinheiro e a satisfacção de ver os outros comentarem o quão grandiosa e bonita foi a festa de casamento, que superou a do fulano,  e cujas consequências são uma separação logo a seguir a dita festa e uma sociedade totalmente desiquilibrada e sem futuros alicerces.

Sinceramente, nem sei como concluir este post, já que acabei de me lembrar que, da mesma forma que tem acontecido com os "recentes" casamentos por aparência, os divorcios também estão super na moda, e como disse Stromae em Alors On Danse,  Qui dit Amour dit les gosses, Dit toujours et dit divorce... Mas isso também já é outro assunto!


//Também não é nada díficil de perceber, tanto caso p'rá nada, simplesmente, aproveitando que e vida é curta, temos que viver rápido, p'rá dar tempo de viver tudo, eheheh// :\

T!ka

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Do Lado De Lá


Não sou daqui,
Sou do lado de lá
Cá as aves piam
Lá cantam
Tal como as árvores dançam
Ao ritmo do vento
Que soa feito batuque,
E acarreta aquela brisa fresca,
Porque lá tudo é música,
Tudo é dança, tudo é festa.

Não sou daqui,
Sou do lado de lá
Onde o sol faz reinar o calor
Que trás ao rosto o suor
Fazendo lembrar
Que há lá um imenso mar
Para refrescar e,
Que também alivia a dor.

Não sou daqui,
Sou do lado de lá
Onde não reside antipatia
E sim um ar de superioridade
Das gentes,
Misturado a vontade de triunfar...
Mas mesmo assim
Lá sou mais feliz,
Porque sou de lá...

E não daqui!

Porque sou um petiz lá
De onde  eu sou,
Aqui, sou da vida um aprendiz
Que aprendeu
Que é do lado de lá
Que quer estar
Porque não é daqui...

...Mas do lado de lá!!


//Torta, mas patriota// :\

T!ka

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Passeando Pela Banda...

Passeando pela banda certo dia, decidi brincar com a camera do telemovél a ver se apanhava alguma "imagem de marca", cenas que "lá na minha banda tem" e tal, e lá começou a brincadeira, e o resultado foi...

Começando pelas imagens de marca:

Para quem não consegue ler, está escrito "É a ssim... o invejoso vai no mato assim ta bém" (Eu também não percebi...)


Uma imagem que seria bem bonita, se não existissem os "arredores", a ideia era apanhar o embomdeiro e o pôr do sol

A cara da banda
Sem dúvidas é a banda!!

 ... E continuando meu passeio, andei a procura do que não havia perdido...




Até que encontrei :


 E na volta do meu proveitoso passeio...


 ... Encontrei o que muitos automobilistas têm chamado carinhosamente de "Palancas":


E assim acabou um belo passeio, que com o engarrafamento e o calor a mistura, foi uma maravilha... E apesar da pouca graça que têm as imagens, fazem parte do quotidiano do Caluanda, pois o que p'ra mim foi um passeio de um dia, p'ra muitos é o trajecto do dia-a-dia...


//A sério fiquei perdida no texto!!// :\

T!ka

domingo, 6 de junho de 2010

Retratos De Uma Triste Luanda

Aproveitando umas breves férias, e minhas andanças repletas de estradas esburacadas, pacaças (Ex.: os transeuntes da Av. Deolinda Rodrigues) e engarrafamentos, resolvi resumir os tristes "pontos que tiram pontos" a capital Angolana, o que não foi uma tarefa nada difícil, já que a maior referência, vou dizer, o maior ponto "considerado" positivo, é a vida nocturna. Sem dizer que por sistema de eliminação, é ainda mais fácil, já que só teria que eliminar 3 pontos, a tal vida nocturna, as praias e a simpatia do povo (Particularidade do povo angolano, que é de certa forma acolhedor), fora isso sobra quase nada que possa ser considerado um ponto positivo de Luanda.

Passo então a listar os tristes retratos da cidade, por ordem de pensamento, conforme me foram surgindo as ideias segundo meu inconformismo (Eheh):
- Povo simpático sem dúvidas, mas com alguma dificuldade em viver em comunidade, "demasiado preocupado com o passeio de sua casa, para pensar em alisar/varrer também o passeio do vizinho" (Se é que deu para perceber a ideia).
- Poeira em quantidade indescritível cuja origem, tal como a da areia vermelha, é (quase) inquestionável.
- Engarrafamento, cuja origem já foi atribuída a diferentes razões, desde a má condição das estradas, a falta de educação no trânsito, a pressa (doença crónica da maioria dos Luandenses), aos candongueiros e a outras tantas razões, que apesar do que já sem tem feito para melhorar, ainda não se vêm grandes resultados.
- A tal questão do saneamento básico, que já nem sei a quem deitar as culpas.
- Lixo, imagem que já há muito faz parte do cartão postal de Luanda.
- Falta de criatividade por parte dos comerciantes, que ao invés de inovarem, adquirem o negócio da moda, criando bastante oferta de um mesmo produto.
- Casas nocturnas para todos os gostos e bolsos, livrarias e bibliotecas para ... (???)
- Entretenimento que se resume ao Belas Shopping e a quase sitio nenhum, os outros cinemas simplesmente deixaram de o ser, e fugir da monotonia a qual o entretenimento se resume é quase impensável.
- As dificuldades de uso de serviços como Multi Caixa e outros, e a falta de outros tantos serviços e comodidades que facilitariam em muito a vida do Luandense, porque até água e luz aqui são luxos.
- O facto de ter sido considerada a capital mais cara de África sem sequer ter condições para o justificar, excepto o facto de ter uma economia totalmente instável. (Preços que fazem morrer!!!)

...E apesar de tanta critica, e tantos pontos negativos, há a parte doce, é que apesar de Luanda não ser nenhuma colmeia, concentra bastante mel!!


//Já me mandaram ir ganhar juízo, mas eu não ouço!!!// :\

T!ka