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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

NOTA: DESliguei!!!

O DESliguei!!! deseja a todos um Natal super desligado mesmo.
Por favor, faça uso da bebida destinada a essa época festiva e desligue-se...!! (É que até o Pai Natal vai faze-lo).

Caso acorde antes do dia 31, fique já a saber que eu só volto aqui p'ró ano.
E já agora, este blog sem graça deseja-lhe também um Feliz Ano Novo, ligue-se um coxe em 2011.


T!ka

//...Bem sóbria ainda// :\  

Crise Financeira? No Natal?

Pois é, em tempos de crise, não há época que se safe, nem a mais nobre e esperada festa do ano. Não há dúvidas que a época natalícia é a altura em que mais se gasta/ consome, mas como é viver essa época em tempos de crise económica? Vou dizer que não é assim tão difícil, p'ra tudo tem um jeito e neste caso não há excepção, com um pouco de racionalisação, nem se nota a diferença, afinal Natal é um dia só!


Com o custo de vida à subir, e apesar de haver mais opção de consumo p'rá esta época, mais cedo ou mais tarde comprar na época natalícia será um bom exemplo de oportunidade de custo (Se é que já não é!), vamos ter de abdicar de certos luxos e mimos, se quisermos ter outros. E isso também não é o fim do mundo, já que numa de adquirir a tradição ocidental de comemorar o natal acabamos por misturar culturas, prova disso é querermos ter à mesa o Bolo Rei e o Panetoni, o Bacalhau e o Peru, os frutos secos e os bombons e chocolates, e afinal de contas ficamos sem saber se o doce que simboliza o Natal é um ou outro, se a ceia é celebrada com um ou outro, e por aí em diante...

É verdade que hoje há uma maior capacidade de aquisição e maior diversidade, uma disponibilidade no mercado de um mar de opções que não havia outrora, mas também não nos vamos assustar e querer carregar com tudo, porque ainda há um Janeiro depois de Dezembro.


E é tudo uma questão de escolha, porque a fim e ao cabo não se consome nem metade do que se compra no Natal. Falamos em crises financeiras, mas gastamos que nem loucos p'rá comemoração de, repito, UM DIA! Acho que já é tempo de racionar, a vida tem custado cada vez mais, e já é altura de se começar a comprar apenas o que é necessário com um mimo ou outro, sem exageros nem grandes dispêndios... É que em tempos de crise, até o Pai Natal muda de método e já não há rena que queira trabalhar de graça...




//Poupar no Natal??? ...Espero que este blog melhore p'ró ano!!!// :\

T!ka

domingo, 14 de novembro de 2010

Banda - Linhas Soltas

Não sei porquê, mas nunca antes se ouviu tanto a palavra "angolanidade" como se ouve hoje... Parece que um sem número de gente despertou e passou a amar mais a sua pátria, aprendeu a valorizar o que é seu, suas gentes, ritmos, hábitos e costumes, sua cultura, e foi preciso conhecer outros horizontes p'ra reconhecer que como o nosso não há igual. 

Isso parece aquela velha dúvida do "Será que a casa do vizinho é melhor que a minha?" em que acabamos por notar que, apesar de tudo, é em nossa casa que queremos estar. 

Quanto mais exploro o mundo cá fora, quanto mais expando meus horizontes, quanto mais vivo, experimento, sinto, mais certa fico do lugar aonde pertenço... Parece que só depois de vivenciar isso, a música de Teta Lando começa a fazer sentido, e sente-se em cada verso, nos quais se pode ouvir "Mas eu sou daquela terra... mesmo em ruínas gosto dela"... 

Pois é... que o diga o estrangeiro que foi p'ra Angola à procura da Banda e não encontrou, porque a Banda é meio que um lugar imaginário, que por mais que se procure, só o Mwangolé sabe onde é, o paraíso (imaginário) que é a Banda, p'ra onde com ânsia espera sempre regressar.

É a banda, é a banda... A Angola do meu coração cantada por Matias, a terra pela qual Paulo Flores e Ricardo Abreu morreriam... Das dicas e mujimbos, da fofoca e dos boatos... Do calão que rompe barreiras e vai além fronteiras... Do povo bem caracteristico, reconhecido seja onde for... Dos ritmos de Semba e Kuduro... Das danças, moves e poses e tal... 
É a banda... A banda que todo o Angolano, ou melhor, "Bandolano" conhece...

E se ser-se da Banda ainda é visto como fardo ou castigo, o bom Bandolano nao troca isso por nada, nem pelo maior dos benefícios...


// ... O título foi explícito, são linhas soltas oh!!// :\

T!ka

domingo, 7 de novembro de 2010

Vícios II



... Acontece quando se tem mais do que um vício... E aquele velho probleminha em gerir os mesmos!!!


//... nada a declarar!!// :\

T!ka

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A Revolução Do Revolucionado


Sem meios nem rodeios para uma introdução, vou directo ao assunto deste post, que é nada mais nada menos do que a moda, uma vez revolucionada, e que agora novamente a entrar numa, vou chamar, re-re-revolução, ou pelo menos assim se pensa!!

É bem sabido que a moda é rotativa, e que o que se usa hoje já foi moda antes, então que espanto é esse com essa excentricidade que é a moda hoje?! Não, não se trata de nenhuma revolução da moda, pois isso já aconteceu na década de 60, essa tal rebeldia expressada e transparecida nos penteados e roupas actuais, já foi sentida antes e teve lugar nos finais dos anos 50, inicio de 60, e esta excentricidade psicodélica das mil cores foi a cara da década de 70. Ninguém está a revolucionar nada com novas tendências. E quanto ao facto de cada um querer parecer o mais “diferente”, “excentrico”, “notado” possivel, só torna todos mais parecidos, aliás, essa parece ser a ideia que se tem da moda, e do que é seguir a moda, tornar todos em esteriótipos uns dos outros.

Não me interpretem mal, eu não sou contra a moda. Eu também acho piada a essa rotação que é a moda, é bonito ver a classe dos cortes (refiro-me a roupa) dos anos 20 e 50. Eu também sou apologista de que cada um se veste como melhor se sente – apesar de já haver quem se vista com o que não se sente à vontade, só pela satisfação de estar na moda - ... Eu também aprecio a moda.

Chegando ao fundo da questão, o que quero dizer é que, o importante mesmo é saber definir o que a moda é, e perceber que somos nós que a fazemos, reconhecer que o termo certo não é “seguir a moda” e sim “seguir as tendências da moda”, porque é assim que se define tudo o que é novo na moda, como tendência – aceitar que nem toda tendência da moda é p’ra todos -, e acima de tudo, saber que nenhuma dessas tendências são inovações, porque ainda que varie numa coisa ou n’outra, a essência é a mesma e já existiam há muito, portanto aceitar que já tudo foi inventado, e sem revolução alguma, as “novas” tendências são mais velhas do que se pensa!


//Com cada palhaçada que se escreve aqui... Até parece conversa de “Atelier Bibástico”!!// :\

T!ka